Fui convidada, como formanda do curso de RVCC, a assistir na Casa da Cultura Mediterrânica, em Silves, ao XXVI Encontro Novas Oportunidades a Ler Mais, inserido na Semana da Leitura.
Iniciou esta sessão o Dr. Domingos Ferreira que é professor de filosofia há dezoito anos e Coordenador do Centor Novas Oportunidades da escola de Silves há quatro. Começou por falar deste projecto de leitura que se está a desenvolver com os adultos. Incentivou o gosto pela leitura e pela cultura.
Esteve também presente António Santana, da Rádio Algarve, que tem um programa que se chama “Agora Algarve” e que passa aos sábados ao meio-dia.
Em seguida, Paulo Pires, da Câmara Municipal, começou por agradecer às pessoas que estavam presentes. Falou também do gosto pela leitura. Questionando-se:
- A leitura serve ou não para alguma coisa?
- O que é isto de ler?
Deu um exemplo de um aluno da escola Piaget que um dia lhe perguntou:
- Como é que se aprende a gostar de ler?
Respondeu-lhe então:
- Não existe nenhuma forma mágica para o fazer.
Então aprofundou mais a questão, com algumas das suas certezas acerca dos livros. Anotei alguns dos seus pensamentos tais como os descrevo em seguida:
“Os livros podem fazer as pessoas um pouco melhores, serem mais atentas, viajarem sem sair do sítio”;
“Os livros fazem parar para ouvir gritar baixinho”
“Os livros podem fazer-nos ver as coisas nas entrelinhas”
“A literatura é feita de metáforas”
“A literatura é uma forma de estar sozinho e ao mesmo tempo no meio de muita gente”;
“Quanto mais lemos melhor escrevemos”
“Ler é tomar todos os dias um banho de humildade”
“Os livros dão-nos certezas e algumas seguranças”;
Seguidamente deu-se a intervenção do primeiro convidado, o poeta Manuel Neto dos Santos, que leu pequenos poemas de alguns dos seus livros e também falou sobre eles, que são a busca do seu interior.
O segundo convidado foi Luís Ricardo, de Alcantarilha. Falou do projecto que o inquieta, que é fazer um polo de biblioteca naquela freguesia. Falou também das bibliotecas itinerantes, onde as pessoas pudessem cultivar o gosto pela leitura.
Referenciou que o livro que mais o marcou foi ” O Velho e o Mar”.
A terceira convidada foi Gabriela Martins, que começou por falar da amizade. O livro que escolheu para falar foi ” O peso da borboleta”.
A quarta convidada foi Juliana Marques, uma jovem que se instalou em Silves, com a sua família e que aqui montou o seu próprio negócio de pizzas. O livro que escolheu foi “Sem regras para a vida ” de Daniel Sampaio. Este livro fala da família.
O quarto convidado foi Paulo Pina, economista. Embora a sua área académica não tenha a ver directamente com o gosto pela leitura, também escolheu o livro os “Bichos” de Miguel Torga e falou sobre ele.
A quinta convidada foi Rosário Boal, educadora de infância, e o livro que escolheu para ler foi “Bilhete deIdentidade” de Filomena Mónica. Quanto a mim foi uma das melhores intervenções da noite, pela maneira simples como falou.
O sexto convidado foi o Sr. Júlio Nascimento e foi apresentado como o “homem que mais livros já leu na Biblioteca Municipal de Silves”. Falou das bibliotecas ambulantes e de algumas das suas experiências. Este senhor não sabe escrever, mas devido ao gosto pela leitura, conseguiu aprender a ler. O livro que escolheu foi “Charlie Chaplin”.
O último convidado foi o Luís Marinho, amante da cerâmica e das artes manuais. Aconselhou os alunos a fazerem um esforço para conseguirem atingir os seus objectivos de vida. Abordou um livro que falava sobre o “Estado”, o que que eu achei muito oportuno devido à situação actual do país. Dizia que não achava que os livros alteram a vida das pessoas, mas sim que cada pessoa deve descobrir a sua vida e vivê-la à sua maneira. Referiu em tom de brincadeira que o único livro que pode mudar a vida de uma pessoa é um “livro de cheques”, com uma boa conta bancária, com o que eu estou plenamente de acordo.
A conclusão que tirei deste evento foi que a leitura é muito importante na nossa vida, porque nos abre novos horizontes e que conforme a idade e as diversas etapas da nossa vida assim se escolhe o que lemos. Quanto mais lemos, melhor nos conseguimo expressar. A quantidade de livros que se lê não é o mais importante, mas sim um que nos deixe a pensar.
Gostei deste serão cultural, só é pena que não tenham ido mais colegas, para podermos dialogar acerca do mesmo.
Rogélia Santos, Grupo 1/12












